Água Pascal

A chuva tocou o meu corpo estes dias. Veio das ondas que viram nascer Afrodite. São gotas de espuma. Branca. Salgada. Espuma está no nome de Abril. O amor da Deusa guiou os capitães da minha cidade, afinal. Caminharam como cravos a nascer. Homens radiantes. Luz. Haja claridade. Para ver. Para ver. O pássaro. A lebre. A flor. O ovo a eclodir. Lá dentro, uma promessa. Uma miragem? Nascer é o verbo. Verbo feito carne. Também Ele era filho Dela. E também Ele nasceu outra vez. Somos todos testemunhas e cúmplices enquanto Eles nos vigiam. Ontem voltei a ver a coruja, Atena continua a guiar-me. A passagem, a passagem. Travessia aquática para a terra prometida. Espero beber do leite, espero provar do mel. Saibamos a dádiva do perdão, no final.

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